Importante é chegar ao mar..... Importante é dizer "cheguei".
Não apresse o rio
O rio corre sozinho, vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Para um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para a frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida,
sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?
Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim também é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então, por que apressar a vida da gente?
Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre da poluição alheias e das minhas.
Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer "cheguei".
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha
Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.
Manifestação para Reabertura do Teatro Sete de Abril
Matéria Gravada no dia 27 de março de 2011, dia mundial do TEATRO... a fila para o nada confira!
O Mais triste a ser narrado é que o Theatro Sete de Abril continua fechado, e a cidade de Pelotas cada vez mais entrando em decadência cultural.
O Mais triste a ser narrado é que o Theatro Sete de Abril continua fechado, e a cidade de Pelotas cada vez mais entrando em decadência cultural.
O video foi retirado do site: http://programapopup.blogspot.com/
Prec divulga premiados no IV Salão de Extensão
A PREC está divulgando a relação de premiados no IV Salão de Extensão 2011 da UFPel. Confira:
Área: Educação, arte e cultura
Computadas as notas auferidas pelos avaliadores, quatro banners obtiveram a nota máxima em todos os quesitos. Assim sendo, a Comissão Organizadora deliberou em premiá-los em 1º Lugar, desconsiderando o 2º e 3º Lugares. Os banners premiados foram:
- Ações na área de teatro do Projeto Quilombo das Artes.
Apresentador: Lídia Rosenhein
Apresentador: Lídia Rosenhein
- Estéticas Periféricas - ética e estética da diversidade.
Apresentador: Daniela da Cruz Schneider
Apresentador: Daniela da Cruz Schneider
- GEPE - grupo de estudo e pesquisa em estuques.
Apresentador: Micheli Martins Afonso
Apresentador: Micheli Martins Afonso
- Representações e ressignificações sobre a memória coletiva na comunidade quilombola Passo do Lourenço.
Apresentador: André Gomes de Almeida
Área: Promoção da saúde
Apresentador: André Gomes de Almeida
Área: Promoção da saúde
- 1º Lugar: Perfil sócio-econômico das famílias de carroceiros da cidade de Pelotas atendidas no ambulatório veterinário da Faculdade de Veterinária.
Apresentador: Douglas Pacheco Oliveira
Apresentador: Douglas Pacheco Oliveira
- 2º Lugar : Perfil dos usuários com doenças crônicas acompanhadas por um projeto de extensão.
Apresentador: Sílvia Alves de Souza
Apresentador: Sílvia Alves de Souza
- 3º Lugar: ação de atendimento clínico a cães e gatos provenientes do Campus Porto.
Apresentador : Isabel Duarte Schuch
Área: Desenvolvimento Urbano
Apresentador : Isabel Duarte Schuch
Área: Desenvolvimento Urbano
-1º Lugar: Atuação da veterinária na orientação às famíllias de carroceiros e catadores de lixo de Pelotas com foco na ação e cidadania infanto-juvenil.
Apresentador: Lorena Soares Feijó
Apresentador: Lorena Soares Feijó
- 2º Lugar: Campanha cada asfalto uma cidadania
Apresentador: Otávio Martins Peres
Apresentador: Otávio Martins Peres
- 3º Lugar: habitação de interesse social - conceito método e técnica
Apresentador: Juliano Moreira Coimbra
Área: Desenvolvimento Agrário
Apresentador: Juliano Moreira Coimbra
Área: Desenvolvimento Agrário
- 1º Lugar: Capacitação de pequenos produtores rurais para a elaboração de produtos à base de hortaliças na localidade do Sinott.
Apresentador: Gabriel Martins Plada
Apresentador: Gabriel Martins Plada
- 2º Lugar: Orientação para a saúde animal e humana nas escolas rurais do município de Pelotas.
Apresentador: Cláudia Fascio de Marco
Apresentador: Cláudia Fascio de Marco
- 3º Lugar: (Desenvolvimento) Produção leiteira sustentável em pequenas propriedades.
Apresentador: Tony Picoli
Apresentador: Tony Picoli
Área: Redução das Desigualdades Sociais e Promoção da Inclusão Produtiva
- 1º Lugar: Projeto educacional reutilização dos resíduos orgânicos e promoção da alimentação saudável nas comunidades do entorno do Campus Porto
Apresentador: Izabel Camacho Nordello
Apresentador: Izabel Camacho Nordello
- 2º Lugar: Contribuições das extensões universitárias para a formação acadêmica
Apresentador: Cristina Lessa dos Santos
Apresentador: Cristina Lessa dos Santos
- 3º Lugar: Resposta ao teste aplicado à comunidade frente ao produto elaborado com óleo comestível reutilizado.
Apresentador: Lidiane Pires Gouvêa
Área: Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro
Apresentador: Lidiane Pires Gouvêa
Área: Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro
- 1º Lugar: conservação e levantamento do acervo exposto no Museu Municipal Parque da Baronesa.
Apresentador: Stefanie Kohn Winter
Apresentador: Stefanie Kohn Winter
- 2º Lugar: A cidade e uma universidade - narrativas possíveis.
Apresentador: Vanessa da Silva Cardoso
Apresentador: Vanessa da Silva Cardoso
- 3º Lugar: Patrimônio cultural imaterial brasileiro - uma proposta de valorização através do NUFOLK.
Apresentador: Sabrina de Matos Marques
Apresentador: Sabrina de Matos Marques
Pode um professor de natação dar uma boa aula sem nunca ter entrado em uma piscina?
Docência em teatro
Recentemente as autoridades educacionais decidiram propor o fim do professor polivalente no ensino da arte, o qual era capaz de assumir a responsabilidade do ensino em diferentes linguagens artísticas privilegiando sempre as artes plásticas. Assim teatro, música e dança eram recebidos nas escolas como disciplinas extracurriculares, o que acontece atualmente. A partir destas disciplinas o teatro ganhou força e hoje conquista as salas de aula.
Portanto, o ensino do teatro, passa por uma situação precária no âmbito escolar. Além das escolas não oferecerem um espaço físico adequado para as aulas, a escassez de profissionais licenciados acarreta o preenchimento de vagas de ensino nesta área, por profissionais com pouca ou nenhuma formação pedagógica, o que compromete a sobrevivência desta linguagem artística.
Observa-se nas salas de aulas professores de matemática, química, educação física, literatura e muitos outros, os quais para comporem suas cargas horárias assumem a responsabilidade de lecionarem teatro em suas turmas. Muitos exercem bem o ensino na área da arte, não se pode tirar o mérito, portanto, a questão é: Pode um professor de natação dar uma boa aula sem nunca ter entrado em uma piscina? (Fernandes, Helcio) Assim acontece com o teatro, por mais que este profissional tenha boas intenções, não tem a formação especifica como é tão necessária aos profissionais do ensino da matemática, do português, etc... Isto, infelizmente, é o que encontramos, principalmente, nas redes públicas de ensino.
Defender o Teatro como área de conhecimento é preciso para a valorização desta arte, é vê-lo no âmbito escolar como uma possibilidade. Assim o fez a música, com a aprovação da Lei 11.769/08, que deve ser ministrada por professores com licenciatura plena, garantindo o seu espaço. É através do conhecimento específico, que se forma o senso crítico, o olhar para realidade do indivíduo. No entanto a luta por profissionais com formação em teatro, atuando nas redes de ensino, deve ser intensificada.
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