Prec divulga premiados no IV Salão de Extensão



A PREC está divulgando a relação de premiados no IV Salão de Extensão 2011 da UFPel. Confira:


Área: Educação, arte e cultura
Computadas as notas auferidas pelos avaliadores, quatro banners obtiveram a nota máxima em todos os quesitos. Assim sendo, a Comissão Organizadora deliberou em premiá-los em 1º Lugar, desconsiderando o 2º e 3º Lugares. Os banners premiados foram:
- Ações na área de teatro do Projeto Quilombo das Artes.
Apresentador: Lídia Rosenhein
- Estéticas Periféricas - ética e estética da diversidade.
Apresentador: Daniela da Cruz Schneider
- GEPE - grupo de estudo e pesquisa em estuques.
Apresentador: Micheli Martins Afonso
- Representações e ressignificações sobre a memória coletiva na comunidade quilombola Passo do Lourenço.
Apresentador: André Gomes de Almeida

Área: Promoção da saúde
- 1º Lugar: Perfil sócio-econômico das famílias de carroceiros da cidade de Pelotas atendidas no ambulatório veterinário da Faculdade de Veterinária.
Apresentador: Douglas Pacheco Oliveira
- 2º Lugar : Perfil dos usuários com doenças crônicas acompanhadas por um projeto de extensão.
Apresentador: Sílvia Alves de Souza
- 3º Lugar: ação de atendimento clínico a cães e gatos provenientes do Campus Porto.
Apresentador : Isabel Duarte Schuch

Área: Desenvolvimento Urbano
-1º Lugar: Atuação da veterinária na orientação às famíllias de carroceiros e catadores de lixo de Pelotas com foco na ação e cidadania infanto-juvenil.
Apresentador: Lorena Soares Feijó
- 2º Lugar: Campanha cada asfalto uma cidadania
Apresentador: Otávio Martins Peres
- 3º Lugar: habitação de interesse social - conceito método e técnica
Apresentador: Juliano Moreira Coimbra

Área: Desenvolvimento Agrário
- 1º Lugar: Capacitação de pequenos produtores rurais para a elaboração de produtos à base de hortaliças na localidade do Sinott.
Apresentador: Gabriel Martins Plada
- 2º Lugar: Orientação para a saúde animal e humana nas escolas rurais do município de Pelotas.
Apresentador: Cláudia Fascio de Marco
- 3º Lugar: (Desenvolvimento) Produção leiteira sustentável em pequenas propriedades.
Apresentador: Tony Picoli
Área: Redução das Desigualdades Sociais e Promoção da Inclusão Produtiva
- 1º Lugar: Projeto educacional reutilização dos resíduos orgânicos e promoção da alimentação saudável nas comunidades do entorno do Campus Porto
Apresentador: Izabel Camacho Nordello
- 2º Lugar: Contribuições das extensões universitárias para a formação acadêmica
Apresentador: Cristina Lessa dos Santos
- 3º Lugar: Resposta ao teste aplicado à comunidade frente ao produto elaborado com óleo comestível reutilizado.
Apresentador: Lidiane Pires Gouvêa

Área: Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro
- 1º Lugar: conservação e levantamento do acervo exposto no Museu Municipal Parque da Baronesa.
Apresentador: Stefanie Kohn Winter
- 2º Lugar: A cidade e uma universidade - narrativas possíveis.
Apresentador: Vanessa da Silva Cardoso
- 3º Lugar: Patrimônio cultural imaterial brasileiro - uma proposta de valorização através do NUFOLK.
Apresentador: Sabrina de Matos Marques


Pode um professor de natação dar uma boa aula sem nunca ter entrado em uma piscina?


Docência em teatro





     Recentemente as autoridades educacionais decidiram propor o fim do professor polivalente no ensino da arte, o qual era capaz de assumir a responsabilidade do ensino em diferentes linguagens artísticas privilegiando sempre as artes plásticas. Assim teatro, música e dança eram recebidos nas escolas como disciplinas extracurriculares, o que acontece atualmente. A partir destas disciplinas o teatro ganhou força e hoje conquista as salas de aula.

     Portanto, o ensino do teatro, passa por uma situação precária no âmbito escolar. Além das escolas não oferecerem um espaço físico adequado para as aulas, a escassez de profissionais licenciados acarreta o preenchimento de vagas de ensino nesta área, por profissionais com pouca ou nenhuma formação pedagógica, o que compromete a sobrevivência desta linguagem artística.

    Observa-se nas salas de aulas professores de matemática, química, educação física, literatura e muitos outros, os quais para comporem suas cargas horárias assumem a responsabilidade  de lecionarem teatro em suas turmas. Muitos exercem bem o ensino na área da arte, não se pode tirar o mérito, portanto, a questão é: Pode um professor de natação dar uma boa aula sem nunca ter entrado em uma piscina? (Fernandes, Helcio) Assim acontece com o teatro, por mais que este profissional tenha boas intenções, não tem a formação especifica como é tão necessária aos profissionais do ensino da matemática, do português, etc... Isto, infelizmente, é o que encontramos, principalmente, nas redes públicas de ensino.

    Defender o Teatro como área de conhecimento é preciso para a valorização desta arte, é vê-lo no âmbito escolar como uma possibilidade. Assim o fez a música, com a aprovação da Lei 11.769/08, que deve ser ministrada por professores com licenciatura plena, garantindo o seu espaço. É através do conhecimento específico, que se forma o senso crítico, o olhar para realidade do indivíduo. No entanto a luta por profissionais com formação em teatro, atuando nas redes de ensino, deve ser  intensificada.


Relacionando a estética do Teatro do Oprimido com a estética que trabalho.


     Estética é definida como o estudo sobre a beleza e seus reflexos na criação artística, bem como o equilíbrio de formas. A estética teatral formula as leis de composição e de funcionamento do texto e da cena.
“A estética, ou ciência do belo e filosofia das belas artes, é uma teoria geral que transcende as obras particulares e dedica-se a definir os critérios de julgamento em matéria artística e, por tabela, o vínculo da obra com a realidade.” (Pavis,Patrice, Perspectiva,3ª Ed. P.145).

     Na obra "Teatro do oprimido e outras poéticas políticas" do Autor Augusto Boal, fala que teatro do oprimido é um método prático em que a estética conduz a possibilidades produtivas e criativas de apresentar a realidade por meio da Palavra, do som e da imagem e consiste em misturar imagens ou sensações de natureza distinta. A percepção simultânea de tipos, sensações e imagens artísticos promove e impulsiona o autoconhecimento, a autoestima e autoconfiança com o propósito de transformar a realidade.

     O Teatro do Oprimido está organizado em formas/ técnicas de ações dramáticas que são: Teatro jornal, Teatro fórum, Teatro imagem, Teatro do invisível entre outros, acrescentando sempre que para Boal teatro é a vida é a ação.

     Atuam nesse teatro pessoas comuns, sem formação em trabalho de ator, e também pessoas com formação em trabalho de ator, ou seja “atores e não – atores”, pois Boal acreditava que todos são atores, “Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam. Somos todos ‘espect-atores.’”(Boal, Augusto), e que o teatro é uma ferramenta transformadora de realidades onde pode-se ver a relação de “oprimidos e opressores” e transforma-la ou seja esse teatro tem como base a transformação deste espectador, que assume a forma de sujeito atuante transformando a ação que lhe é apresentada teatralmente, tornando em um ensaio para que quando lhe for apresentada a mesma situação de opressão ele possa agir e transforma-la deixando de ser oprimido.

     Uma das propostas trazida por Boal para a preparação do ator era valorizar a emoção, pois não queria que os “espec-atores” representassem sem sentir nada, para isso antes de serem aplicados os jogos teatrais eram apresentados exercícios musculares, exercícios sensoriais, exercícios de memória, exercícios de imaginação e exercícios de emoção, pois dessa forma adequada e eficaz o atuante transmitiria ao espectador emoções iguais as suas então teria identificação com o que é apresentado.

     Através de Jogos, exercícios e técnicas teatrais é que o Teatro do Oprimido procura estimular a discussão de problemas enfrentados no dia- a- dia com o objetivo de se fazer uma reflexão das relações através de histórias de oprimidos e opressores.

     Os temas trabalhados nesse tipo de teatro e os diálogos dos personagens são decididos pelos participantes e reflete a realidade da comunidade onde esta sendo exercido o trabalho, geralmente temas cotidianos.

     Segundo Boal o teatro pode acontecer em qualquer lugar inclusive dentro dos teatros. Isso quer dizer que pode acontecer dentro de espaços escolares, espaços de educação informal (igrejas, centros de assistência social e etc.) ônibus, ruas, praças e etc.

     O “espec-ator” que assiste e faz teatro, assiste sua vida que também está no teatro é um tipo de beleza que constrói, transforma essa é a estética do Oprimido.

     Relacionando a estética do Oprimido de Augusto Boal com o trabalho que exerço no Projeto de extensão Quilombo das artes reconheço alguns elementos que se aproximam de tal estética.  

     O projeto Quilombo tem por objetivo desenvolver na comunidade do Bairro navegantes, bairro de periferia desta cidade, a (re)educação para o uso adequado do tempo livre, através de oficinas permanentes de teatro com crianças e adolescentes entre 10 a 19 anos, oficinas essas que acontecem duas vezes por semana. O projeto foi elaborado também com o intuito de levar para essa comunidade carente algo que lhes possibilitasse a descoberta de outras direções e opções de vida como o teatro.
     Aproximadamente nove meses exerço o trabalho de monitoria com uma turma de faixa etária de 12 a 15 anos, é uma experiência que me constrói.

     Na atuação de meus alunos através de improvisações teatrais eles são livres para escolherem as temáticas a serem apresentadas, geralmente trazem situações de seu cotidiano tais como, gravidez precoce, violência familiar, drogas e etc., uma característica do teatro do oprimido. Utilizando jogos teatrais que estimulam a criatividade, imaginação e emoção, geralmente os alunos representam o que são e o que veem ao seu redor, eles mesmos elaboram seus diálogos e suas ações, algumas vezes os monitores sugerem falas que instigam a problemática a ser resolvida, ou seja de certa forma fazemos o papel de “coringa” como sugere Boal.

     Outra característica é em relação ao espaço, as aulas acontecem em um salão dentro de um centro de referência e assistência social (CRAS), onde também é realizadas apresentações, o grupo apresentou-se em pátio de escola e em teatro, porém tentamos sempre trabalhar essa ideia de que em qualquer lugar pode-se fazer teatro, “inclusive em teatros” como diz Boal.

     Trazemos também como característica do teatro do oprimido a questão que não estamos preocupados em torna-los atores e sim que aquele espaço onde eles fazem teatro, possa ser um espaço onde eles têm liberdade para se expressar e colocar pra fora todas as suas “opressões” para que de alguma maneira encontrem possíveis soluções para o enfrentamento de suas realidades.

     Trabalhamos também questões de autoestima e autoconfiança no sentido de que é possível eles transformarem usas realidades. Essa é a maior construção para quem observa, no caso os monitores e para quem pratica os alunos, sendo esse um dos principais objetivos de Boal, a construção de sujeitos que tem consciência de suas realidades e agentes transformadores de tal.

     Não temos a intenção de realizar espetáculos no projeto “Quilombo”, mas proporciona-los experiências aos quais eles possam construir suas realidades e não aceitar as que lhe são impostas como a de criminalidade, violência, abuso etc., o importante é apontar novas perspectivas.

     É um trabalho compartilhado, solidário e gratificante, pois essa é a relação que estabeleço com a Poética do Teatro do Oprimido de Augusto Boal e encerro com palavras deste autor ao qual é uma das razões que me inspira a estar em trabalhos como o projeto Quilombo.
"Ser cidadão não é viver em sociedade, é transformá-la."
(Augusto Boal)


Referências Bibliográficas

TEIXEIRA, Tânia Márcia Baraúna. Dimensões Sócio Educativas do Teatro do Oprimido de Augusto Boal. Tese de Doutorado, 2007.

BOAL, Augusto. Jogos para atores e não-atores. 5ªEd. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2002.

BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. 8ªEd.  Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2008.

Sites:



O sábio Poeta

O Tempo - Mario Quintana



"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.


Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."



MEU Momento AMIGO RARO!

TODA FORMA DE AMOR!!!!







E a gente vive junto
E a gente se dá bem
Não desejamos mal
a quase ninguém
E a gente vai à luta
E conhece a dor
Consideramos justa toda forma de amor.

(Lulu Santos)


São meus votos...


Final de ano!!!

2010 acabando é o momento em que todos fazem promessas.. lembram de momentos e repensam suas ações, suas atitudes etc.

Fiz isso hoje, pensei o que fiz este ano, o que teve de bom o que teve de ruim...

Como diz a música “sou errada e sou errante”

Falei muito.. falei pouco...

Amei muito... nem tanto amei

Voltei pra faculdade.. Fiz GRANDES AMIZADES

Realizei e me realizei...

Falei bobagens ... ri... chorei.. tive crises de loucura, cansaço... me arrependi... mas nem tanto..

Como qualquer outra pessoa normal...

Promessas para 2011???

SIM!!!! Perder 20kg

Acho que isso já basta!!!!

Que em 2011 vivamos tudo isso com mais intensidade do que este ano... que tudo que fizemos de menos façamos a mais.. que tudo que fizemos de mais seja com moderação neste próximo... mas principalmente que nos APAIXONEMOS MUITOO.. por tudo que fazemos, pois tudo que é feito com PAIXÃO traz FELICIDADE....

Desejo aos meuS AMIGOS, FAMILIA e MEU AMOR...

UM ÓTIMO 2011

CHEIO DE PAZ, SAÚDE, AMOR, SUCESSO ... CONQUISTAS...