Poster Prêmiado em 1° Lugar em Extensão pela UFPel em ARTE,EDUCAÇÃO E CULTURA




Para ler o Poster basta clicar na imagem!


Manifestação para Reabertura do Teatro Sete de Abril


Matéria Gravada no dia 27 de março de 2011, dia mundial do TEATRO... a fila para o nada confira!



 O Mais triste a ser narrado é que o Theatro Sete de Abril continua fechado, e a cidade de Pelotas cada vez mais entrando em decadência cultural.



O Mais triste a ser narrado é que o Theatro Sete de Abril continua fechado, e a cidade de Pelotas cada vez mais entrando em decadência cultural.



O video foi retirado do site: http://programapopup.blogspot.com/


Prec divulga premiados no IV Salão de Extensão



A PREC está divulgando a relação de premiados no IV Salão de Extensão 2011 da UFPel. Confira:


Área: Educação, arte e cultura
Computadas as notas auferidas pelos avaliadores, quatro banners obtiveram a nota máxima em todos os quesitos. Assim sendo, a Comissão Organizadora deliberou em premiá-los em 1º Lugar, desconsiderando o 2º e 3º Lugares. Os banners premiados foram:
- Ações na área de teatro do Projeto Quilombo das Artes.
Apresentador: Lídia Rosenhein
- Estéticas Periféricas - ética e estética da diversidade.
Apresentador: Daniela da Cruz Schneider
- GEPE - grupo de estudo e pesquisa em estuques.
Apresentador: Micheli Martins Afonso
- Representações e ressignificações sobre a memória coletiva na comunidade quilombola Passo do Lourenço.
Apresentador: André Gomes de Almeida

Área: Promoção da saúde
- 1º Lugar: Perfil sócio-econômico das famílias de carroceiros da cidade de Pelotas atendidas no ambulatório veterinário da Faculdade de Veterinária.
Apresentador: Douglas Pacheco Oliveira
- 2º Lugar : Perfil dos usuários com doenças crônicas acompanhadas por um projeto de extensão.
Apresentador: Sílvia Alves de Souza
- 3º Lugar: ação de atendimento clínico a cães e gatos provenientes do Campus Porto.
Apresentador : Isabel Duarte Schuch

Área: Desenvolvimento Urbano
-1º Lugar: Atuação da veterinária na orientação às famíllias de carroceiros e catadores de lixo de Pelotas com foco na ação e cidadania infanto-juvenil.
Apresentador: Lorena Soares Feijó
- 2º Lugar: Campanha cada asfalto uma cidadania
Apresentador: Otávio Martins Peres
- 3º Lugar: habitação de interesse social - conceito método e técnica
Apresentador: Juliano Moreira Coimbra

Área: Desenvolvimento Agrário
- 1º Lugar: Capacitação de pequenos produtores rurais para a elaboração de produtos à base de hortaliças na localidade do Sinott.
Apresentador: Gabriel Martins Plada
- 2º Lugar: Orientação para a saúde animal e humana nas escolas rurais do município de Pelotas.
Apresentador: Cláudia Fascio de Marco
- 3º Lugar: (Desenvolvimento) Produção leiteira sustentável em pequenas propriedades.
Apresentador: Tony Picoli
Área: Redução das Desigualdades Sociais e Promoção da Inclusão Produtiva
- 1º Lugar: Projeto educacional reutilização dos resíduos orgânicos e promoção da alimentação saudável nas comunidades do entorno do Campus Porto
Apresentador: Izabel Camacho Nordello
- 2º Lugar: Contribuições das extensões universitárias para a formação acadêmica
Apresentador: Cristina Lessa dos Santos
- 3º Lugar: Resposta ao teste aplicado à comunidade frente ao produto elaborado com óleo comestível reutilizado.
Apresentador: Lidiane Pires Gouvêa

Área: Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro
- 1º Lugar: conservação e levantamento do acervo exposto no Museu Municipal Parque da Baronesa.
Apresentador: Stefanie Kohn Winter
- 2º Lugar: A cidade e uma universidade - narrativas possíveis.
Apresentador: Vanessa da Silva Cardoso
- 3º Lugar: Patrimônio cultural imaterial brasileiro - uma proposta de valorização através do NUFOLK.
Apresentador: Sabrina de Matos Marques


Pode um professor de natação dar uma boa aula sem nunca ter entrado em uma piscina?


Docência em teatro





     Recentemente as autoridades educacionais decidiram propor o fim do professor polivalente no ensino da arte, o qual era capaz de assumir a responsabilidade do ensino em diferentes linguagens artísticas privilegiando sempre as artes plásticas. Assim teatro, música e dança eram recebidos nas escolas como disciplinas extracurriculares, o que acontece atualmente. A partir destas disciplinas o teatro ganhou força e hoje conquista as salas de aula.

     Portanto, o ensino do teatro, passa por uma situação precária no âmbito escolar. Além das escolas não oferecerem um espaço físico adequado para as aulas, a escassez de profissionais licenciados acarreta o preenchimento de vagas de ensino nesta área, por profissionais com pouca ou nenhuma formação pedagógica, o que compromete a sobrevivência desta linguagem artística.

    Observa-se nas salas de aulas professores de matemática, química, educação física, literatura e muitos outros, os quais para comporem suas cargas horárias assumem a responsabilidade  de lecionarem teatro em suas turmas. Muitos exercem bem o ensino na área da arte, não se pode tirar o mérito, portanto, a questão é: Pode um professor de natação dar uma boa aula sem nunca ter entrado em uma piscina? (Fernandes, Helcio) Assim acontece com o teatro, por mais que este profissional tenha boas intenções, não tem a formação especifica como é tão necessária aos profissionais do ensino da matemática, do português, etc... Isto, infelizmente, é o que encontramos, principalmente, nas redes públicas de ensino.

    Defender o Teatro como área de conhecimento é preciso para a valorização desta arte, é vê-lo no âmbito escolar como uma possibilidade. Assim o fez a música, com a aprovação da Lei 11.769/08, que deve ser ministrada por professores com licenciatura plena, garantindo o seu espaço. É através do conhecimento específico, que se forma o senso crítico, o olhar para realidade do indivíduo. No entanto a luta por profissionais com formação em teatro, atuando nas redes de ensino, deve ser  intensificada.


Relacionando a estética do Teatro do Oprimido com a estética que trabalho.


     Estética é definida como o estudo sobre a beleza e seus reflexos na criação artística, bem como o equilíbrio de formas. A estética teatral formula as leis de composição e de funcionamento do texto e da cena.
“A estética, ou ciência do belo e filosofia das belas artes, é uma teoria geral que transcende as obras particulares e dedica-se a definir os critérios de julgamento em matéria artística e, por tabela, o vínculo da obra com a realidade.” (Pavis,Patrice, Perspectiva,3ª Ed. P.145).

     Na obra "Teatro do oprimido e outras poéticas políticas" do Autor Augusto Boal, fala que teatro do oprimido é um método prático em que a estética conduz a possibilidades produtivas e criativas de apresentar a realidade por meio da Palavra, do som e da imagem e consiste em misturar imagens ou sensações de natureza distinta. A percepção simultânea de tipos, sensações e imagens artísticos promove e impulsiona o autoconhecimento, a autoestima e autoconfiança com o propósito de transformar a realidade.

     O Teatro do Oprimido está organizado em formas/ técnicas de ações dramáticas que são: Teatro jornal, Teatro fórum, Teatro imagem, Teatro do invisível entre outros, acrescentando sempre que para Boal teatro é a vida é a ação.

     Atuam nesse teatro pessoas comuns, sem formação em trabalho de ator, e também pessoas com formação em trabalho de ator, ou seja “atores e não – atores”, pois Boal acreditava que todos são atores, “Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam. Somos todos ‘espect-atores.’”(Boal, Augusto), e que o teatro é uma ferramenta transformadora de realidades onde pode-se ver a relação de “oprimidos e opressores” e transforma-la ou seja esse teatro tem como base a transformação deste espectador, que assume a forma de sujeito atuante transformando a ação que lhe é apresentada teatralmente, tornando em um ensaio para que quando lhe for apresentada a mesma situação de opressão ele possa agir e transforma-la deixando de ser oprimido.

     Uma das propostas trazida por Boal para a preparação do ator era valorizar a emoção, pois não queria que os “espec-atores” representassem sem sentir nada, para isso antes de serem aplicados os jogos teatrais eram apresentados exercícios musculares, exercícios sensoriais, exercícios de memória, exercícios de imaginação e exercícios de emoção, pois dessa forma adequada e eficaz o atuante transmitiria ao espectador emoções iguais as suas então teria identificação com o que é apresentado.

     Através de Jogos, exercícios e técnicas teatrais é que o Teatro do Oprimido procura estimular a discussão de problemas enfrentados no dia- a- dia com o objetivo de se fazer uma reflexão das relações através de histórias de oprimidos e opressores.

     Os temas trabalhados nesse tipo de teatro e os diálogos dos personagens são decididos pelos participantes e reflete a realidade da comunidade onde esta sendo exercido o trabalho, geralmente temas cotidianos.

     Segundo Boal o teatro pode acontecer em qualquer lugar inclusive dentro dos teatros. Isso quer dizer que pode acontecer dentro de espaços escolares, espaços de educação informal (igrejas, centros de assistência social e etc.) ônibus, ruas, praças e etc.

     O “espec-ator” que assiste e faz teatro, assiste sua vida que também está no teatro é um tipo de beleza que constrói, transforma essa é a estética do Oprimido.

     Relacionando a estética do Oprimido de Augusto Boal com o trabalho que exerço no Projeto de extensão Quilombo das artes reconheço alguns elementos que se aproximam de tal estética.  

     O projeto Quilombo tem por objetivo desenvolver na comunidade do Bairro navegantes, bairro de periferia desta cidade, a (re)educação para o uso adequado do tempo livre, através de oficinas permanentes de teatro com crianças e adolescentes entre 10 a 19 anos, oficinas essas que acontecem duas vezes por semana. O projeto foi elaborado também com o intuito de levar para essa comunidade carente algo que lhes possibilitasse a descoberta de outras direções e opções de vida como o teatro.
     Aproximadamente nove meses exerço o trabalho de monitoria com uma turma de faixa etária de 12 a 15 anos, é uma experiência que me constrói.

     Na atuação de meus alunos através de improvisações teatrais eles são livres para escolherem as temáticas a serem apresentadas, geralmente trazem situações de seu cotidiano tais como, gravidez precoce, violência familiar, drogas e etc., uma característica do teatro do oprimido. Utilizando jogos teatrais que estimulam a criatividade, imaginação e emoção, geralmente os alunos representam o que são e o que veem ao seu redor, eles mesmos elaboram seus diálogos e suas ações, algumas vezes os monitores sugerem falas que instigam a problemática a ser resolvida, ou seja de certa forma fazemos o papel de “coringa” como sugere Boal.

     Outra característica é em relação ao espaço, as aulas acontecem em um salão dentro de um centro de referência e assistência social (CRAS), onde também é realizadas apresentações, o grupo apresentou-se em pátio de escola e em teatro, porém tentamos sempre trabalhar essa ideia de que em qualquer lugar pode-se fazer teatro, “inclusive em teatros” como diz Boal.

     Trazemos também como característica do teatro do oprimido a questão que não estamos preocupados em torna-los atores e sim que aquele espaço onde eles fazem teatro, possa ser um espaço onde eles têm liberdade para se expressar e colocar pra fora todas as suas “opressões” para que de alguma maneira encontrem possíveis soluções para o enfrentamento de suas realidades.

     Trabalhamos também questões de autoestima e autoconfiança no sentido de que é possível eles transformarem usas realidades. Essa é a maior construção para quem observa, no caso os monitores e para quem pratica os alunos, sendo esse um dos principais objetivos de Boal, a construção de sujeitos que tem consciência de suas realidades e agentes transformadores de tal.

     Não temos a intenção de realizar espetáculos no projeto “Quilombo”, mas proporciona-los experiências aos quais eles possam construir suas realidades e não aceitar as que lhe são impostas como a de criminalidade, violência, abuso etc., o importante é apontar novas perspectivas.

     É um trabalho compartilhado, solidário e gratificante, pois essa é a relação que estabeleço com a Poética do Teatro do Oprimido de Augusto Boal e encerro com palavras deste autor ao qual é uma das razões que me inspira a estar em trabalhos como o projeto Quilombo.
"Ser cidadão não é viver em sociedade, é transformá-la."
(Augusto Boal)


Referências Bibliográficas

TEIXEIRA, Tânia Márcia Baraúna. Dimensões Sócio Educativas do Teatro do Oprimido de Augusto Boal. Tese de Doutorado, 2007.

BOAL, Augusto. Jogos para atores e não-atores. 5ªEd. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2002.

BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. 8ªEd.  Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2008.

Sites:



O sábio Poeta

O Tempo - Mario Quintana



"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.


Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."